a noite nasce nos meus muitos braços
e eleva-se ao alto frio de mim
como se em si fosse ela própria o fim
do vão caminho dos meus sete passos
e é nela que surge o teu louvor
o luminoso incerto o limiar
das palavras claras plenas do olhar
que não tens
dá-me terna noite o abraço que não peço
porque é nele que esqueço
que a luz perdi e que me perco
e sob sorridentes mãos
de mim me compadeço
... apenas isso.
15.10.07
vão caminho
Montalegre, Barroso
